Nosso Blog

Tribunal Constitucional de Portugal Barra Partes de Lei que Tornaria Mais Difícil Obter a Cidadania Portuguesa

Tribunal Constitucional de Portugal Barra Partes de Lei que Tornaria Mais Difícil Obter a Cidadania Portuguesa

O que isso significa na prática para quem sonha com o passaporte português?

O Tribunal Constitucional (TC) considerou inconstitucionais vários pontos de uma mudança aprovada no Parlamento em outubro de 2025, devolvendo o texto para ajustes. Isso mantém, por enquanto, regras mais flexíveis — especialmente importantes para brasileiros e outros imigrantes.

Você já deve ter ouvido falar das discussões acaloradas em Portugal sobre imigração e cidadania nos últimos tempos. Pois bem: no final de 2025, o Parlamento aprovou uma série de alterações na Lei da Nacionalidade para endurecer os critérios. Mas o Tribunal Constitucional (TC) entrou em cena e, nesta segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, declarou inconstitucionais vários trechos do texto. Resultado? A lei volta para o Parlamento, que precisa corrigir os pontos problemáticos antes de votar novamente.

Vamos entender o que aconteceu, passo a passo, sem perder nenhum detalhe importante.

O que o TC vetou exatamente?

Ao todo, quatro normas principais foram derrubadas por violarem a Constituição. Aqui vai a lista clara:

  • A regra que negava automaticamente a cidadania a qualquer pessoa condenada criminalmente a pena de prisão de dois anos ou mais.
  • A possibilidade de retirar a nacionalidade por “fraude manifesta”, porque a lei não explicava o que seria considerado fraude (deixando o conceito vago demais).
  • A aplicação das novas regras a pedidos de cidadania já em andamento, o que violava o princípio da confiança legítima de quem já tinha processo correndo.
  • O cancelamento da nacionalidade por “comportamentos” contra a comunidade nacional, novamente porque a lei não definia quais comportamentos seriam esses (indeterminação excessiva).

Esses vetos atendem a um recurso apresentado pelo Partido Socialista (PS), que hoje está na oposição. O Parlamento atual é controlado por uma coalizão de direita.

Contexto político: de portas abertas para restrições

Durante os anos em que o PS governou (2015 a 2024), Portugal manteve uma das políticas migratórias mais abertas da Europa. Isso ajudou a aumentar bastante o número de residentes estrangeiros — que chegou a 15% da população no ano passado.

Com a mudança de governo, o debate virou para o lado das restrições. Ainda em outubro de 2025, os deputados aprovaram ajustes na Lei de Estrangeiros, com medidas como:

  • Limitação da regularização para turistas,
  • Endurecimento do reagrupamento familiar,
  • Regras mais rígidas para vistos, incluindo os de trabalho.

A Lei da Nacionalidade entrou nessa onda de mudanças.

As principais alterações que foram aprovadas (mas agora parcialmente barradas)

O texto aprovado no Parlamento trazia várias novidades para quem quer se naturalizar português. Algumas partes não foram vetadas pelo TC e seguem em discussão. Confira as principais:

  • Tempo de residência mínima: o prazo subia de 5 para 10 anos de residência legal para a maioria dos estrangeiros. Para cidadãos da União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP, como os brasileiros), passaria para 7 anos.
  • Filhos nascidos em Portugal: crianças só teriam direito à cidadania se pelo menos um dos pais vivesse legalmente no país há pelo menos 5 anos. Filhos de imigrantes em situação irregular ficariam sem esse direito automático.
  • Exigências extras para os candidatos: seria obrigatório demonstrar conhecimento da língua portuguesa, da cultura, da história e dos símbolos nacionais. Além disso, o candidato precisaria comprovar meios de subsistência no país.

Esses pontos específicos não foram declarados inconstitucionais na decisão do TC (pelo menos não os vetados listados), mas o pacote todo volta para ajustes nos trechos problemáticos.

E agora? O que acontece em seguida?

Com a decisão do TC, o decreto aprovado volta à Assembleia da República. Os deputados terão de reescrever os artigos vetados para tentar compatibilizá-los com a Constituição e votar novamente. Enquanto isso, a Lei da Nacionalidade continua valendo na versão anterior (mais aberta).

Essa não é a primeira vez em 2025 que o TC intervém em temas de imigração — já houve vetos em outras leis relacionadas.

E você, que acompanha o tema ou tem processo em andamento: acha que essas mudanças vão voltar mais brandas ou o Parlamento vai insistir nas restrições?

Se você está pensando em dar esse passo rumo à cidadania portuguesa — seja por descendência, residência ou outro critério — e quer orientação especializada para navegar por essas regras que mudam com frequência, a Cidadania Connect pode te ajudar. Somos um escritório especializado em assessoria para dupla cidadania (incluindo portuguesa, italiana, espanhola, brasileira e visto americano), com atendimento personalizado, análise completa de documentos e suporte em todas as etapas. Visite o site www.connectcidadania.com.br e converse com a equipe para entender como podemos facilitar sua jornada. Sua conexão com o mundo começa aqui!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Fale Conosco - (21) 99241-6710