Nosso Blog

Portugal no Topo dos Desejos de Moradia dos Lusófonos, revela pesquisa, ao passo que o Brasil é visto como Líder em Cultura: os Dados Surpreendentes da CPLP

Você já parou para pensar no que realmente une os mais de 300 milhões de falantes de português espalhados pelo mundo? Um estudo recente jogou luz sobre isso — e os resultados são bem interessantes.

O Barômetro da Lusofonia, uma pesquisa inédita encomendada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), revela preferências, percepções e até algumas contradições entre os lusófonos. Realizado pelo Ipespe, de Recife, sob coordenação de Antônio Lavareda (presidente do Conselho Científico da instituição), o levantamento ouviu diretamente as pessoas em oito dos nove países da CPLP.

Vamos mergulhar nos principais achados?

Portugal no topo dos sonhos de moradia

Se pudessem escolher qualquer país de língua portuguesa para viver (além do próprio), 62% dos entrevistados colocaram Portugal como primeira opção. O Brasil aparece bem atrás, com 32%, em um distante segundo lugar.

Curioso, né? Portugal é o destino mais desejado para morar. Mas tem um detalhe importante: entre os próprios portugueses, o país é visto como o único com ambiente desfavorável a estrangeiros. O relatório atribui isso, em parte, ao contexto europeu atual, marcado pela expansão de discursos políticos radicais contrários à imigração.

Torre de Belém as margens do rio Tejo em Lisboa

Brasil como potência cultural (mas com pouca reciprocidade)

Quando o assunto é cultura, o Brasil leva a coroa de longe. 68% dos lusófonos apontaram o país como o principal exportador de produtos culturais. Portugal ficou em segundo, com 56%. O interessante é que o interesse pelo Brasil é grande no resto da lusofonia — mas o inverso não acontece na mesma intensidade. O Brasil é o país que menos consome produção cultural dos outros países de língua portuguesa: apenas 34% dos brasileiros dizem acompanhar conteúdos dos “irmãos” lusófonos. Para comparação, Moçambique lidera com 94% de interesse pela produção cultural da Comunidade.

Democracia: o caso surpreendente de Cabo Verde

Cabo Verde se destaca positivamente em vários indicadores democráticos. É um dos poucos países africanos bem avaliados no V-Dem (o principal ranking mundial de qualidade democrática), na categoria “democracia eleitoral” — mesma em que estão Brasil e Portugal.

Além disso:

  • Tem a maior percentagem de mulheres no parlamento entre os países de língua portuguesa;
  • É o segundo melhor em índice de igualdade de gênero, atrás apenas de Portugal.

Mas aí vem a surpresa: quando perguntados se estão satisfeitos com a própria democracia, apenas 27% dos cabo-verdianos responderam sim — o segundo pior resultado, à frente somente de São Tomé e Príncipe (22%). A cientista política Edalina Rodrigues Sanches, professora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e conselheira do Ipespe, explica: “Esse número demonstra que ter eleições livres e justas não é suficiente. Os cidadãos ficam insatisfeitos quando consideram que a democracia não consegue resolver os problemas do país”.

Como os lusófonos se informam (e o drama das fake news)

O consumo de notícias também varia bastante:

  • Em Portugal, a televisão é a principal fonte para 74% das pessoas.
  • No Brasil, as redes sociais lideram (50%), seguidas por sites e portais (44%). A TV aparece em terceiro (38%).

Sobre desinformação, Portugal (83%) e Brasil (80%) têm as maiores taxas de pessoas que já receberam fake news. E os brasileiros são os que mais se preocupam com os impactos disso: 77% expressaram preocupação — de longe o maior índice.

Futebol: preferência europeia surpreende

Mesmo sendo penta-campeão mundial, o futebol brasileiro não é a referência número 1 para os lusófonos. 54% preferem acompanhar os clubes portugueses (que jogam nas principais ligas da Europa). Apenas 31% ficam com o futebol brasileiro.

Preocupações em comum e temas sensíveis

Em todos os países, as maiores preocupações são as mesmas: saúde, educação e desemprego.

Outro ponto forte de consenso: sociedades marcadas historicamente pelo tráfico de pessoas escravizadas quase unanimemente defendem que o estudo desse tema seja obrigatório nas escolas. Já no campo dos costumes, o conservadorismo prevalece na maioria: a união afetiva entre pessoas do mesmo sexo é repudiada pela maioria em seis dos oito países pesquisados. As exceções? Portugal e Brasil.

O que vem por aí

O Ipespe, em parceria com universidades e organizações da sociedade civil, planeja tornar o Barômetro da Lusofonia uma pesquisa bianual. No total, foram entrevistadas 5.688 pessoas nos oito países: Portugal, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique e Timor-Leste. E você, o que achou desses dados? Eles batem com o que você observa no dia a dia ou te surpreenderam em algum ponto?

Quer dar o próximo passo com tranquilidade?

Se você quer avaliar seu caso, reunir documentos corretamente e acompanhar as novidades de perto sem dor de cabeça, a Cidadania Connect pode te ajudar nessa jornada. Com assessoria especializada para dupla cidadania (incluindo portuguesa, italiana, espanhola, brasileira e visto americano), com atendimento personalizado, análise completa de documentos e suporte em todas as etapas. Acesse o site www.connectcidadania.com.br, converse com a equipe e veja como transformar esse direito em realidade. Sua conexão com o mundo pode estar mais perto do que você imagina!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Fale Conosco - (21) 99241-6710